“Sofreu, Mas Passou!” — Platense 2×1 Fluminense, mas Tricolor Avança na Libertadores

Platense x Fluminense

Gols de Mainero e Sepúlveda haviam empatado o agregado, mas Canobbio decidiu a vaga tricolor na Argentina

O Fluminense sabia que a classificação para a semifinal da Libertadores não viria de graça. Depois de construir uma vantagem de 2 a 0 no Maracanã, com gols de Nonato e Hulk, o Tricolor viajou para a Argentina precisando administrar a diferença diante de um Platense que fazia sua primeira campanha continental na história e não tinha absolutamente nada a perder. No Estádio Ciudad de Vicente López, o time comandado por Martín Palermo entrou em campo com a urgência de quem só tinha um caminho: atacar, pressionar e torcer por um milagre.

Platense Começa Com Tudo e Belisca o Agregado
O aviso veio logo aos 30 minutos. Gastón Mainero recebeu na entrada da área, ajeitou o corpo e mandou um chute colocado que Fábio não alcançou, abrindo o placar para o time argentino. O gol acendeu o estádio e deu ao Platense exatamente o que faltava até então: confiança. O Fluminense, que vinha administrando a posse de bola sem muitos sustos, viu o adversário crescer e passou a sentir a pressão do resultado que ainda precisava reverter em 90 minutos.

Sepúlveda Empata Tudo e Assusta o Tricolor
O segundo tempo mal havia começado quando o pesadelo carioca ficou ainda maior. Aos 47 minutos, Bruno Sepúlveda subiu livre na área e testou de cabeça para deixar tudo igual no placar agregado, 2 a 2. Segundo o relato da VAVEL Brasil, o lance nasceu de um cruzamento perfeito pela direita, com Thiago Silva chegando atrasado na marcação. Com a igualdade recomposta, o Platense passou a sonhar de verdade com a virada — bastava mais um gol para levar a decisão aos pênaltis.

Canobbio Aparece na Hora Certa
Mas o Fluminense reagiu rápido ao susto. Dez minutos depois de sofrer o empate, aos 57, Agustín Canobbio recebeu na entrada da área, ajustou o corpo e mandou uma finalização que devolveu a tranquilidade ao banco de Marcão. O gol colocou o agregado em 3 a 2 para os brasileiros e praticamente sacramentou a vaga, obrigando o Platense a correr atrás de mais dois gols em pouco mais de meia hora — tarefa que se mostraria grande demais para o time da casa.

Amarelos e Nervos: Como Foi o Resto do Jogo
Os minutos finais tiveram mais nervosismo do que futebol propriamente dito. Conforme detalhou a Gazeta Esportiva, o árbitro chileno Cristian Garay mostrou amarelo para Julián Millán e Ganso, do lado do Fluminense, e para Lagos e Ignácio Vázquez, do Platense, mas não houve expulsões em uma partida qua poderia facilmente ter esquentado ainda mais. O time argentino se lançou ao ataque até o apito final, sem sucesso, enquanto o Fluminense administrou cada bola perdida como se fosse a última do jogo.

Marcão Seguirá no Comando Rumo ao Bicampeonato
A classificação chega em um momento sensível para o Fluminense fora de campo. O técnico interino Marcão segue no comando da missão de repetir o título continental conquistado em 2023, mesmo lidando com o departamento médico cheio: Alisson, Samuel Xavier e o jovem John Kennedy — que rompeu o ligamento cruzado do joelho direito em agosto e está fora pelo resto de 2026 — não puderam ajudar. Na Argentina, coube a nomes como Thiago Silva, Ganso e Canobbio sustentar a experiência necessária para segurar a pressão do mando de campo adversário.

Platense Escreve Sua Primeira História Continental
Do outro lado, a eliminação não apaga uma campanha histórica. Comandado por Martín Palermo, ídolo do Boca Juniors que vive seu segundo ciclo à frente do clube, o Platense disputou pela primeira vez na vida uma Libertadores e chegou às quartas de final impondo respeito, inclusive vencendo o jogo de volta contra o atual bicampeão em disputa. Para o “Calamar”, ficar tão perto de uma zebra histórica contra um gigante brasileiro é, por si só, um resultado a ser comemorado no futuro do clube.

Com a vaga garantida, o Fluminense agora aguarda o vencedor do confronto entre LDU e Palmeiras para conhecer seu adversário na semifinal da Libertadores. Depois de sofrer mais do que o esperado na Argentina, será que o Tricolor tem fôlego para seguir mirando o bicampeonato continental?

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