Galo estava travado no 0 a 0 até os 15 minutos da etapa final, quando destravou o jogo com três gols em vinte minutos na Arena MRV
O Atlético-MG entrou em campo precisando reagir na tabela, e o Fluminense chegou a Belo Horizonte com um time recheado de reservas, de olho no confronto de volta contra o Platense pela Libertadores. O resultado foi um primeiro tempo truncado, que só explodiu de verdade depois do intervalo — e quando explodiu, foi o Galo quem levou a melhor, construindo uma vitória por 3 a 1 que devolveu ânimo à torcida mineira.
Primeiro tempo equilibrado, mas sem gols
A etapa inicial na Arena MRV foi de muita marcação e pouca produção ofensiva. O Fluminense, mesmo escalado com força reduzida, criou a melhor chance da fase: aos sete minutos, Igor Rabello recuperou a bola no campo de ataque e a jogada terminou nos pés de Savarino, que arriscou de fora da área e acertou o travessão de Gabriel Delfim. Depois disso, as duas equipes se estudaram, e o goleiro do Atlético-MG praticamente não foi mais exigido. O intervalo chegou com o placar ainda zerado, mas com a sensação de que o jogo mudaria de intensidade na etapa final — o que de fato aconteceu.
Atlético-MG destrava o jogo em vinte minutos
O Galo voltou do vestiário completamente diferente. Aos 15 minutos do segundo tempo, Reinier recebeu de Tomás Cuello após jogada de bola parada trabalhada e bateu de fora da área, encobrindo a defesa do Fluminense com um chute no ângulo. Segundo o relato do [OneFootball](https://onefootball.com/pt-br/noticias/atletico-mg-vence-o-fluminense-e-ganha-moral-para-a-copa-sul-americana-43449038), o gol “acordou” a torcida na Arena MRV e mudou a postura do time mineiro em campo. Apenas dois minutos depois, o próprio Cuello ampliou: aproveitando um erro de saída de bola de Freytes, o argentino avançou livre e bateu no canto para fazer 2 a 0. O terceiro gol do Atlético-MG saiu aos 35 minutos, em lance de bola parada: Gustavo Scarpa cobrou escanteio, a zaga do Fluminense se atrapalhou, e o zagueiro Vitão apareceu para completar para as redes — o primeiro gol do jogador como profissional.
Castillo descontou, mas não evitou a goleada
Já nos minutos finais, o Fluminense ainda conseguiu diminuir o prejuízo. Rodrigo Castillo, que havia entrado durante o segundo tempo, aproveitou uma sobra dentro da área e balançou as redes, tornando o placar menos elástico. Mas o gol de honra do Tricolor carioca não foi suficiente para mudar o rumo da partida, que terminou mesmo em 3 a 1 para o time mineiro. Conforme apurou o [O Tempo](https://www.otempo.com.br/canal-o-tempo/sports/atletico/2026/9/12/video-atletico-3-x-1-fluminense-veja-os-melhores-momentos-do-jogo), a derrota encerrou uma sequência de nove jogos de invencibilidade do Fluminense no Campeonato Brasileiro — um indicativo de como o resultado pesou para o time carioca, mesmo escalado com força alternativa.
O que o resultado significa na tabela
Com a vitória, o Atlético-MG chegou aos 39 pontos e subiu para a sétima posição do Brasileirão, reduzindo a distância para o G4 e ganhando moral às vésperas do confronto de volta contra o Santos, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana. Já o Fluminense estacionou nos 45 pontos, na quarta colocação, e passou a correr risco de perder a vaga direto na Libertadores dependendo de outros resultados da rodada. O Tricolor, porém, tinha outra prioridade na semana: a classificação para a semifinal da Copa Libertadores, disputada dias depois contra o Platense na Argentina.
Vitão vive noite especial na zaga do Atlético-MG
Se Reinier e Cuello ficaram com os holofotes pela qualidade técnica dos gols, o nome que talvez tenha resumido melhor a noite do Atlético-MG foi o de Vitão. Marcar o primeiro gol como profissional em pleno clássico contra o Fluminense, decidindo uma partida importante na briga pelo G4, é o tipo de memória que fica na carreira de qualquer zagueiro. O lance também mostrou a insistência do Galo nas jogadas de bola parada: dos três gols da equipe mineira na partida, dois nasceram de situações ensaiadas — o de Cuello veio de um erro provocado pela pressão do Atlético-MG, mas o de Reinier e o de Vitão tiveram origem direta em escanteio e lançamento trabalhados. Para o técnico Eduardo Domínguez, o aproveitamento dessas jogadas específicas tem sido um diferencial nos últimos jogos, e a vitória sobre o Fluminense reforça essa leitura.
Um resultado que reflete o momento das duas equipes
Mais do que os três pontos, a vitória do Atlético-MG sobre o Fluminense por 3 a 1 mostrou a distância entre um time que precisava pontuar a qualquer custo e outro que já tinha a cabeça em outro objetivo. Para o torcedor do Galo, ficou o alívio de ver o time reagir dentro de campo depois de um primeiro tempo apagado. Para o torcedor do Fluminense, o resultado é um aviso: será que dá para dividir atenção entre Brasileirão e Libertadores sem perder pontos importantes pelo caminho?
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