“Não Perdemos a Paciência” — Ancelotti Sai Em Defesa do Time Depois de Susto Contra o Japão

O Brasil entrou em campo como favorito. Saiu sofrendo, atrás no placar, e precisando de virada pra não viver a maior humilhação da década. A pergunta que ficou no ar em Houston: por que a Seleção só acorda quando está perdendo?

Kaishu Sano abriu o placar para o Japão ainda no primeiro tempo, num gol que expôs, mais uma vez, a fragilidade defensiva que já tinha aparecido contra o Marrocos. O time entrou em campo lento, sem intensidade, encarando um adversário que muita gente subestimou.

O Intervalo Que Salvou a Copa

Alguma coisa mudou no vestiário. O Brasil voltou para o segundo tempo com outra postura, e o próprio Ancelotti confirmou que a mensagem foi direta: “Não perdemos a paciência, tínhamos muitos recursos em campo e no banco”, disse o treinador, segundo o Terra Esportes.

Casemiro, que minutos antes tinha perdido uma chance clara, cabeceou para empatar após cruzamento de Gabriel Magalhães. Nos acréscimos, Gabriel Martinelli, saindo do banco, decretou a virada.

Neymar Ficou no Banco — E Isso Diz Muito

Um dos detalhes mais reveladores da noite: Ancelotti nem cogitou colocar Neymar até os minutos finais. “Eu estava guardando o Neymar para a prorrogação. Ele entraria em campo aos 105 minutos se não tivéssemos marcado o segundo gol”, revelou o técnico, também segundo o Terra Esportes.

Ou seja: mesmo com o time sofrendo, o comandante preferiu esperar ao extremo antes de recorrer ao camisa 10. Uma escolha que funcionou — mas que também mostra o quanto a comissão técnica ainda hesita sobre o papel de Neymar dentro desse elenco.

A própria torcida discordou da estratégia em tempo real: nas arquibancadas, o nome de Neymar começou a ser gritado ainda aos 29 minutos do segundo tempo, num pedido claro por mudança de rota, segundo relatou a Forbes. Ancelotti resistiu até quase não ter mais escolha.

Vitória Sofrida, Alerta Ligado

Foi a primeira virada do Brasil num mata-mata de Copa do Mundo desde 2002 — dado que qualquer torcedor recebe como boa notícia. Só que o caminho até lá expôs, de novo, um time que trava sob pressão e só reage no desespero.

A vaga nas oitavas veio. Mas contra um adversário mais afiado, será que o intervalo salva de novo?

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