“De 0 a 2 para 5 a 3!” — Inter Vira Sobre a Udinese em Festival de Gols no San Siro

Inter x Udinese

Abankwah e Ekkelenkamp abriram vantagem rápida para os visitantes, mas Carlos Augusto, Barella, Thuram, Pio Esposito e Bonny garantiram a virada histórica da equipe de Chivu

O San Siro foi palco nesta segunda-feira de um dos jogos mais eletrizantes da rodada na Serie A. A Inter de Cristian Chivu entrava em campo buscando manter o aproveitamento perfeito na competição, mas amargava uma semana difícil, com derrota na estreia da Champions League diante do Real Madrid por erros individuais custosos. Para completar o cenário desafiador, o técnico romeno optou por rodar o elenco, dando a titularidade a John Stones e poupando nomes como Lautaro Martínez, Federico Dimarco e Hakan Çalhanoglu, além de contar com Djed Spence fora por lesão. O resultado desse mix de circunstâncias foi um início de pesadelo para os donos da casa.

Udinese sai na frente com dois gols em sete minutos

Os visitantes aproveitaram a lentidão da Inter para abrir uma vantagem surpreendente. Aos nove minutos, um escanteio cobrado curto encontrou Unai Gómez livre pela direita, que cruzou para James Abankwah cabecear livre de marcação e estufar as redes, seu primeiro gol na Serie A. Sete minutos depois, aos 16, Jurgen Ekkelenkamp aproveitou um erro na saída de bola da defesa nerazzurra para ampliar a vantagem visitante, deixando o San Siro em silêncio e a Udinese com um resultado parcial impensado diante de um dos favoritos ao título.

Inter reage ainda no primeiro tempo com Carlos Augusto e Barella

Atrás no placar, a Inter precisou de tempo para se reorganizar, mas encontrou o caminho do gol ainda na etapa inicial. Aos 26 minutos, Carlos Augusto acertou um belo chute para descontar a vantagem visitante, devolvendo a esperança à torcida nerazzurra. Nove minutos depois, aos 35, foi a vez de Nicolò Barella igualar o placar em 2 a 2, coroando uma reação rápida da equipe da casa e mandando as duas equipes para o intervalo com um empate emocionante depois de um início eletrizante de partida.

Thuram, Pio Esposito e Bonny consumam a virada na etapa final

O segundo tempo manteve o ritmo forte de gols. Logo aos 57 minutos, Marcus Thuram colocou a Inter na frente pela primeira vez na partida, aproveitando bem uma jogada de contra-ataque para virar o marcador. Dez minutos depois, aos 67, Francesco Pio Esposito ampliou a vantagem nerazzurra, e aos 79 minutos foi a vez de Ange-Yoan Bonny fechar a conta em 5 a 2, coroando uma segunda metade de partida dominada pelos donos da casa depois do início desastroso.

Gueye descontou, mas não foi suficiente

Já nos minutos finais, aos 90, o meio-campista Ilyas Gueye ainda conseguiu descontar para a Udinese, mas o gol serviu apenas para deixar o placar mais bonito, sem qualquer chance real de uma reação completa dos visitantes. Segundo apurou a [football-italia.net](https://football-italia.net/serie-a-inter-5-3-udinese-spectacular-comeback/), a Udinese ainda lidava com uma crise de lesões antes da partida, desfalcada de nomes como Oumar Solet, Nicolò Zaniolo e Jakub Piotrowski, este último passando por uma cirurgia no mesmo dia do confronto, o que ajuda a explicar a fragilidade defensiva mostrada na etapa final diante de um adversário em plena reação.

Segunda virada seguida de 0x2 para a Inter na temporada

O resultado chama atenção por um detalhe estatístico curioso. De acordo com o [Corriere dello Sport](https://www.tuttosport.com/news/calcio/serie-a/2026/09/14-151241288/pazza_inter-udinese_da_0-2_a_5-3_manita_di_chivu_dopo_l_avvio_shock_infortunio_per_stones), foi a segunda vez consecutiva que a Inter buscou uma virada saindo de dois gols de desvantagem na Serie A nesta temporada, depois de um resultado parecido diante do Napoli na rodada de estreia, um retrospecto que reforça o caráter da equipe de Chivu mesmo em noites de início conturbado.

Depois de uma virada tão espetacular vinda de dois gols de desvantagem pela segunda vez seguida na competição, será que a Inter vai conseguir manter esse mesmo poder de reação em jogos decisivos mais à frente na temporada, especialmente diante de rivais mais qualificados taticamente, ou os sustos recorrentes no início das partidas vão custar caro em algum momento da caminhada?

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