“Enfim, o Verdadeiro Brasil?” — Seleção Goleia Escócia, Mas Detalhe Tático Levanta Bandeira Vermelha

Três jogos, sete pontos, liderança isolada do grupo. No papel, campanha perfeita. Mas quem prestou atenção nos primeiros vinte minutos contra a Escócia viu um detalhe que pode custar caro lá na frente.

No Hard Rock Stadium, em Miami, o Brasil venceu por 3 a 0, com Vinícius Júnior brilhando — dois gols, mais um anulado — e Matheus Cunha fechando a conta. A Seleção liderou todos os seus grupos desde 1982. Só que a vitória mais tranquila da fase de grupos escondeu uma fragilidade que ninguém quis discutir no calor da comemoração.

O Lado Que Ninguém Cobre

Douglas Santos, escalado na lateral esquerda, revelou depois do jogo que recebeu uma orientação direta de Ancelotti para os jogos seguintes: avançar mais ao ataque quando o Brasil tivesse a posse de bola, segundo confirmou o próprio lateral à CNN Brasil. Ou seja: nem a comissão técnica ficou plenamente satisfeita com a postura defensiva da lateral contra a Escócia.

Contra um adversário sem tanta pressão, isso não custou nada. Contra um time europeu de verdade no mata-mata, pode ser exatamente o tipo de brecha que decide um jogo.

Mesmo assim, na entrevista coletiva, Ancelotti preferiu destacar a solidez conquistada: “Agora estamos jogando como uma equipe, esse é o objetivo. Não estamos perfeitos, temos coisas a melhorar”, disse o treinador, segundo o site oficial da CBF. O próprio discurso já reconhece que a versão apresentada ainda está longe da ideal.

A Escócia, aliás, tomou gol aos sete minutos depois de já ter sofrido um aos dois contra o Marrocos — ou seja, o próprio adversário chegou fragilizado. A pergunta que fica: o Brasil resolveu, ou só encontrou o time certo pra parecer resolvido?

Vini Jr. Carrega o Time Nas Costas

Ninguém tira o mérito do de menos 25 anos: quatro gols nos três primeiros jogos, ultrapassando a marca de toda a temporada anterior fora de campo com Ancelotti em pouco mais de uma dezena de partidas. Ele se tornou apenas o quinto jogador da história da Seleção a marcar nas três rodadas da fase de grupos de uma Copa — ao lado de nomes como Ronaldo e Romário.

O problema é estrutural: quando o protagonismo está tão concentrado em um único nome, qualquer marcação individual mais dura no mata-mata pode travar a equipe inteira.

Neymar à Disposição, Mas Por Quanto Tempo?

A partida também marcou a volta de Neymar ao banco de reservas, recuperado da lesão na panturrilha, depois de quase três anos afastado da Seleção. Ancelotti já vinha destacando a importância do camisa 10 para o grupo — mas ainda não decidiu qual será o papel dele no mata-mata que se aproxima.

Próximo Capítulo: A Fase Que Decide De Verdade

Goleada no placar, sim. Time redondo, ainda não. Com Japão ou Suécia no horizonte das oitavas, a pergunta que o torcedor brasileiro devia estar fazendo não é “vamos ganhar?” — é “vamos aguentar pressão de verdade?”

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