O Nubank Parque recebeu uma noite de reencontro carregada de história. Palmeiras e LDU voltaram a se enfrentar um ano depois da semifinal dramática da Libertadores 2025, e dessa vez quem levou a melhor no primeiro capítulo foi o time de Abel Ferreira, com um gol que carrega significado especial pra quem marcou.
Giay balança as redes pela primeira vez
Aos 25 minutos do primeiro tempo, veio o gol que decidiu o confronto de ida. Numa jogada de bola parada, o lateral argentino Agustín Giay subiu mais alto que a marcação equatoriana e cabeceou com precisão para abrir o placar no Nubank Parque. Foi o primeiro gol do jogador desde que chegou ao clube, um momento simbólico pra quem ainda buscava se firmar como titular absoluto no time alviverde.
LDU se fecha e aposta na volta em Quito
Depois do gol sofrido, a equipe equatoriana, comandada por Gustavo Álvarez, optou por recuar as linhas e se defender com um bloco baixo, apostando todas as fichas no jogo de volta, que será disputado a 2.850 metros de altitude em Quito. A postura conservadora já era esperada: fora de casa na Libertadores 2026, a LDU só tinha vencido uma vez em quatro jogos antes dessa visita a São Paulo. O time visitante fez apenas os ajustes pontuais necessários, trocando peças no ataque nos minutos finais, com a entrada do veterano Deyverson, algoz do próprio Palmeiras em 2021, mas que dessa vez não teve tempo de causar estragos.
Palmeiras pressiona mas não consegue ampliar
Na etapa final, o time da casa seguiu no ataque em busca do segundo gol, que traria mais tranquilidade para a viagem ao Equador. Vitor Roque, que entrou no decorrer da partida, teve a chance mais clara para ampliar, mas parou em uma boa defesa do goleiro Domenico Valle. Já nos acréscimos, Giay recebeu passe pela direita e cruzou na área para Heittor cabecear, mas a bola foi para fora, desperdiçando a chance de fechar o resultado com mais tranquilidade antes da viagem à altitude equatoriana.
Um duelo que reabre feridas do ano passado
O confronto atual reedita a semifinal de 2025, quando a LDU chegou a vencer o jogo de ida por 3 a 0, com gols de Villamíl e Alzugaray, antes de sofrer uma virada histórica do Palmeiras por 4 a 0 na partida de volta, garantindo vaga na final. De acordo com a VAVEL, o clima entre as duas equipes segue de respeito mútuo, mas também de vontade de revanche por parte dos equatorianos, que já provaram ser capazes de superar desvantagens diante do time paulista.
Segundo o Blog do Paulo Pereira, o resultado de 1 a 0 deixa o Palmeiras em vantagem mínima, mas ciente de que a resposta equatoriana pode vir forte no jogo de volta, num estádio onde a LDU acumulava uma sequência de sete vitórias seguidas na Libertadores antes de tropeçar recentemente diante do Mirassol. A vantagem mínima obriga o Verdão a administrar a partida decisiva com extrema cautela, sabendo que qualquer gol sofrido em Quito pode mudar completamente o cenário da classificação.
O que fica claro depois desse primeiro capítulo é que o Palmeiras cumpriu a lição de casa: construiu a vantagem que precisava antes de enfrentar o desafio da altitude, mas sem a margem de segurança que o torcedor gostaria de ter. A defesa alviverde, que já vinha sólida na competição, com apenas seis gols sofridos em oito jogos, terá o desafio extra de segurar o ímpeto equatoriano jogando fora de casa, num ambiente historicamente hostil pra clubes brasileiros.
O calendário também exige atenção redobrada do técnico Abel Ferreira nos próximos dias. Antes de viajar para Quito, o Palmeiras ainda tem compromissos importantes pela frente no Campeonato Brasileiro, e a comissão técnica precisará dosar bem o desgaste físico do elenco para chegar em condições ideais para o jogo decisivo em altitude. A tendência é que alguns jogadores sejam poupados nas rodadas intermediárias, justamente para preservar as pernas mais importantes na hora de buscar a classificação em terras equatorianas.
Fica a pergunta pro torcedor palmeirense: será que 1 a 0 é vantagem suficiente pra buscar a classificação em Quito, ou o fantasma da altitude equatoriana vai voltar a assombrar o time de Abel Ferreira, como já aconteceu com tantos outros clubes brasileiros na história da competição?
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