Liga das Nações, Eurocopa, Copa do Mundo. Três torneios internacionais, três taças erguidas pela mesma geração de jogadores, no espaço de pouco mais de três anos. Se ainda havia dúvida sobre quem manda no futebol mundial neste ciclo, a Espanha encerrou o debate no MetLife Stadium.
Depois do título mundial conquistado sobre a Argentina, o técnico Luis de la Fuente resumiu o momento sem falsa modéstia: “Ganhámos tudo com esta geração de futebolistas”, declarou o treinador, emocionado, à RTVE, segundo apurou o jornal português Record. Não é discurso vazio — é fato consumado.
O Pleno Que Poucas Gerações Alcançam
Antes de erguer a taça do Mundial, a Espanha já tinha faturado a Liga das Nações 2022/23 e a Eurocopa de 2024, essa última com um retrospecto de sete vitórias em sete jogos, derrubando pelo caminho quatro ex-campeãs mundiais: Itália, Alemanha, França e Inglaterra.
Reunir os três principais troféus de seleções — Mundial, continental e Liga das Nações — na mesma geração de jogadores é um feito que nem mesmo o time do apogeu do tiki-taka, entre 2008 e 2012, teve tempo de completar na mesma sequência. De la Fuente, que começou sua carreira nas categorias de base da federação espanhola em 2013, construiu esse ciclo peça por peça, das seleções sub-19 até a equipe principal.

Nem Tudo Foi Elegância — a Final Deixou Marcas
Contudo, encerrar um ciclo desses não veio sem tensão. A decisão contra a Argentina terminou marcada por confusão generalizada logo após o apito final, com direito a acusações de agressão entre jogadores dos dois lados — episódio confirmado pela Bolavip, que classificou a cena como um confronto generalizado logo após o fim da decisão, num contraste e tanto com o discurso de harmonia que a Espanha vinha construindo ao longo do torneio.
O próprio grupo, que De la Fuente sempre definiu como “uma família”, precisou lidar com esse desgaste bem na hora em que deveria estar comemorando — um lembrete de que nem toda conquista histórica é limpa até o último minuto.
O Que Vem Depois do Auge
A pergunta natural agora é até onde essa geração consegue ir. Boa parte do elenco titular ainda está na casa dos vinte e poucos anos, o que teoricamente garante à Espanha pelo menos mais um ciclo de Copa do Mundo e Eurocopa no topo do ranking mundial.
Mas a história do futebol já mostrou repetidas vezes que dominância nunca é permanente — a própria geração de 2008-2012 viu o próprio time desmontar de forma relativamente rápida depois da eliminação precoce em 2014. A Espanha aproveita, com razão, o momento de auge. A dúvida é se o mundo vai realmente ver essa turma sustentar o topo por mais uma década, ou se times como Inglaterra, França e a nova geração de talentos sul-americanos vão encurtar essa vantagem antes do próximo grande torneio.
Acompanhe todas as notícias do futebol internacional aqui no Futebol em Destaque.




